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O recorde de preço, sem alarme.
O preço bateu mais um recorde no Algarve. A primeira vozinha é “compra agora antes que suba mais”. Eu entendo o medo. Mas decisão grande tomada com pressa quase sempre cobra caro depois. Aqui vai a leitura, sem alarme.
acompanho quem compra casa no Algarve
O que valoriza de verdade aqui é a decisão certa, não a decisão rápida.
Recorde de preço assusta, eu sei. Mas olhe o tipo de subida antes de correr. Os números abaixo têm data, e contam uma história mais calma do que a manchete.
O que o número diz
Olhe o tipo de subida: é firme, sem solavanco, e o ritmo vem diminuindo desde março, quando estava em +11,7% em um ano. Em setembro, foi de +7,8%. Não é um estouro que obriga você a correr hoje. É um mercado sólido, que premia quem entra bem, não quem entra rápido.
O preço no Algarve, mês a mês: quanto subiu em um ano
O ponto que pede atenção é o juro. O Banco Central Europeu subiu as taxas em setembro, e a Euribor a 6 meses chegou a passar de 3% no fim do mês. Em outubro ela voltou para um pouco abaixo disso, mas continua acima de junho. Isso não é motivo pra correr. É motivo pra fazer a conta da prestação com calma, com folga pra ela subir mais um pouco.
Quanto você pensa em pedir ao banco?
Em quantos anos?
Com que spread? Quem diz é o banco, na proposta do seu caso.
Tem o outro lado da mesma moeda: com menos casa à venda, a tentação de agarrar a primeira que serve aumenta. É justamente quando vale mais a pena escolher com critério, não com medo.
O que o número não diz
Recorde de preço não é o mesmo que “agora ou nunca”. Quem corre numa decisão desse tamanho quase sempre paga duas vezes: no imóvel e no arrependimento de ter escolhido a zona errada. Preço você negocia. Decisão errada com pressa, você carrega.
As 3 perguntas antes de aceitar a pressa
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Essa zona combina com o meu momento de vida?
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Eu conheço ela em janeiro, não só nas férias?
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O meu orçamento cabe na vida inteira, não só no preço da casa?
Se alguma resposta trava, o problema não é o preço. É a pressa.